quinta-feira, abril 22, 2010

Opa!


Ao abrir meu email hoje..... Surpresa !!

Confesso que ano passado eu recebi o email me comunicando a indicação, mas fui incapaz de colocar o selo aqui no blog, e de ler o regulamento... Resumo: nem soube exatamente do que se tratava e como seria o processo........ Mea Culpa.

Agora, não posso deixar passar novamente....
Estou muito feliz por ter sido indicada mais uma vez !!!!!!!

Obrigada a todos vocês que dividem comigo esse espaço através dos emails diários que me enviam, dos comentários tímidos que recebo, e de todos os que passam por aqui diariamente.

sexta-feira, abril 16, 2010

Na Balança...


Ahhhhh............

Estou tão decepcionada.................

Se fosse há cinco anos, eu não estaria aqui, escrevendo, e trabalhando isso sozinha, mas já teria pulado no pescoço da criatura, para ela lamber sabão e engolir tudo o que andou inventando ao meu respeito....

Estou mudando.... Só não sei se isso é bom ou ruim....

quarta-feira, abril 14, 2010

Os Sonhos e o Mar...

Sou uma mulher de 30 anos. Ainda me surpreendo quando penso nisso. Lá dentro ainda sou uma menina e tanto minha idade quanto minha meninice me deixam feliz. Acho que encontrei meu caminho, sigo sonhando e tenho meus pés no chão, trilhando um rumo que me agrada.

Quando decidi acompanhar meu marido e deixar nossa casa para trás, escolhi trabalhar noutra área. Já havia dado meu quinhão à minha carreira e senti que era hora de atuar nas transformações de que minha vida precisava.

Já se passaram outros dois anos desde que retornamos ao nosso porto. O balanço do período é bom, a equipe que trabalha comigo começa a andar com as próprias pernas, há novas mulheres [e alguns homens] carregando a iniciativa e algumas propostas de outros grupos também estão surgindo. O trabalho é grande, mas o horizonte é espetacular. Começo a aplicar meus conhecimentos para algo que acredito fazer mesmo a diferença. Pouco a pouco vejo meus novos sonhos tomando forma.

Em casa, completamos uma década juntos. Parece que ultrapassamos as barreiras que um dia, eu duvidei que ultrapassaríamos. As tormentas da tão falada crise do primeiro ano de casamento, dos dois anos seguintes, e a dos sete anos ficaram para trás. Aos poucos achamos um novo balanço que dá espaço para o sonho de cada um, e faz deles um projeto comum aos dois - e que pode se concretizar nos próximos 2 anos.

Outro dia, li que a passagem para a vida adulta é uma travessia. Alguns são arrastados pelas correntezas e pelas tempestades. É o momento em que as crianças se impulsionam a soltar as amarras e querem ganhar o mar. Como disse uma querida amiga ontem, no happy hour básico da semana: " Nós não navegamos, o mar é que nos navega".

Faço esse balanço da minha caminhada e percebo que minhas escolhas têm um significado. Até pouco tempo atrás, nunca tinha parado para pensar no que estava por trás do meu trabalho, qual era o meu papel na vida dessas pessoas que me acompanhavam, e na minha vida. Vivia normalmente, sempre gostei do que eu fazia [e confesso que muitas vezes sinto uma falta imensa], me sentia atropelada pela quantidade de tarefas e obrigações que tinha que fazer e buscava realizá-las da maneira mais saudável e equilibrada possível. Hoje, sinto que isso não era o bastante...

Dia desses, assisti num programa de entrevistas, uma empresária falando que há um talento ou uma capacidade que nos torna únicos e que conhecer esse dom é o que nos faz felizes. Meu intuito hoje é ajudar o maior número de pessoas a descobrir seu sonhos e talentos. Se você não sabe qual é o seu, feche os olhos e só os abra de novo quando estiver sonhando e souber com o que sonha. Pois quando a gente não sabe para onde nosso barco vai, ele pode atracar em algum lugar assustador.

terça-feira, abril 13, 2010

Beijinho de Côco

No dia do beijo, que tal um beijinho de côco?

Precisaremos de: 01 lata de leite condensado / 01 colher de sopa de manteiga / 04 colheres de sopa de côco ralado. Simples assim.

Para o preparo, basta juntar o leite condensado e a manteiga em fogo baixo, mexendo sempre até soltar do fundo da panela. Em seguida, retiramos do fogo, misturaremos o côco e deixaremos esfriar. Podemos enrolar o docinho de forma tradicional ou podemos, em uma versão mais apaixonada, inovar com confeitos de coração. Um beijo em cada um!

segunda-feira, abril 12, 2010

Em tempo...


Não tinha como deixar de postar esse memo.... Uma querida amiga dividiu conosco via buzz e no mesmo instante que tive acesso, pedi para dividir com vocês, que passam por aqui. Tão providencial... Renovem-se! Recomecem! Uma excelente semana para cada um!

sábado, abril 10, 2010

Casa Nova!

Mesmo endereço, mesmo contexto, mas com algumas novidades!
Sejam bem vindos!

quinta-feira, abril 08, 2010

Para completar...

... esse período complicado que estamos passando do lado de cá, eis que surge mais essa. Todos deveriam ler esse texto... Fica a dica !!

Muito Triste...

A cada momento me assusta mais tudo o que está acontecendo na cidade.

Além das chuvas, das tragédias anunciadas, do mar com ondas de 5m, arrastões em lojas e motoristas, agora um atentado com bombas e granadas em pleno RJ. Como já dizia meu ruivo predileto: "... o mundo está ao contrário e ninguém reparou..."

Parei! Não tenho mais como assistir às notícias nos telejornais. Vou aproveitar para colocar os posts em dia, e digitarei tudo o que escrevi no moleskine nas últimas semanas. Atrasada, mas sempre em tempo de dividir com vocês. Fiquem bem!

sexta-feira, abril 02, 2010

Só e Junto...

Términos são como bombas atômicas jogadas lá de cima mirando nenhum outro alvo que não a tranquilidade dos dias que pontuam a vida da gente.

De uma hora pra outra, temos que reaprender a ser só. Andar sozinho na rua parece menos confortável do que quando se tinha um braço para se entrelaçar. Sentar para um café e folhear o jornal soa como fuga, não parece tão natural como era ao lado do ex-par.

Mal sabemos que sim, podemos continuar a bebericar e ler porque não... de fato, ninguém está prestando atenção na gente. O desconforto e a perseguição vêm de dentro.

Porque estar ali sozinho sentado, sozinho, assina o atestado de estar ali sozinho. Sozinho. Só, zinho. Pobre zinho. Zinho não se lembra mais como era gostosa a sua própria companhia. Zinho pensa que quem ali passa tem visão raio-x infra-vermelha e consegue enxergar o seu cotovelo doendo, seu coração apertado e o incômodo que a sua única presença na mesa lhe causa. Relaxa, Zinho, você só tem que reaprender a ser só: junto.


Se atentássemos mais para a necessidade e a importância de cultivarmos momentos de solidão e de individualidade; se apreciássemos mais a nossa própria ilustre companhia quando vivemos o amor, não sentiríamos tanta dificuldade de reencontramo-nos quando um relacionamento acaba.

O casamento, o namoro, a ficância podem até ruir, mas seus interesses remanescerão intactos: seus hobbies, suas contas, seus compromissos; seu cachorro que precisa fazer xixi de manhã, sua hora no salão para fofocar e se embelezar, sua reunião que lhe renderá lipídios extras no salário mensal, seguida de happy hour divertido com direito a brinde dos amigos, em reconhecimento ao seu sucesso!

Os hábitos diários permaneceriam regados, pronto para serem cultivados; os amigos permaneceriam presentes, não apenas meros nomes listados na poeira do esquecido caderninho de telefone. Você terá saído de uma baque amoroso, mas sua vida estará lá, te esperando cheia de afazeres, agenda lotada, tudo para que você sinta menos dor quanto for possível e recupere-se das feridas deixadas pelo fim daquilo que um dia você acreditava ser para sempre.

Mas não. A maioria quando ama tende a ficar entocada em casa curtindo o seu amor. A maioria quando ama tende a deixar de lado as atividades que costumava desenvolver antes de se apaixonar. A maioria quando ama, esquece-se de agradar a si mesmo, afagar a auto-estima, manter-se interessante e atraente para aquele que, um dia, se apaixonou pelo frescor de suas idéias, pela audácia dos seus atos, pela originalidade de suas palavras.

Quando deu por si mesma, a maioria se viu engolida pela despersonalização que o ser casal costuma causar. Perigo que ronda os melhores casais da redondeza. E os piores também. Perigo que ronda. Como para todo perigo existe uma precaução, nunca é demais atentarmos para o fato de que amar a si mesmo e ao outro é possível; cultivar seus interesses e outros em comum é possível; programas separados são saudáveis e, salvo exceções sem-vergonhas, nem de longe significam descaso ou egoísmo.

Doação de 100% do patrimônio é proibida até pelo Código Civil, então nada de sair doando o conteúdo integral de sua existência a relacionamento algum. Quem sabe disso é feliz. Quem aplica então...

Na vida, quem aprende a aliar o amor próprio ao amor eterno enquanto dure; o chopp amigo ao vinho romântico; a leitura em silêncio ao debate acalorado sobre o programa na tevê que viram juntos; os momentos de ser só aos momentos de ser junto, respeitando os momentos de ser só, seus e do outro, tem grandes chances de viver mais uma longa história de amor como as das telas de ficção.

Uma história de amor linda, louca e apaixonante, só que melhor: em Hollywood, os roteiros açucarados não ensinam a ser só. Na vida de verdade, se você aprendeu a ser só enquanto estava junto, ser sozinho novamente, se a vida impuser, não será tarefa a ser tirada de letra, mas, muito provavelmente, doerá menos.

Fica a dica!

quarta-feira, março 31, 2010

Feriado Prolongado...

Se pararmos para pensar, as semanas de feriados são mais complicadas que as semanas "normais". Doce ilusão, meus caros... Essa coisa de que a semana é menor, tem feriadão, e trabalharemos menos, descansaremos mais é pura balela.

A semana é menor, sim, mas o trabalho é maior, porque será dividido nos demais dias "úteis". A propósito, "dia útil" deveria ser aquele em que fazemos alguma coisa realmente útil. Trabalho é necessidade. Utilidade é o lazer.

Estou cansada só de pensar no que me aguarda, na minha mesa, 2a feira. Trabalhar em casa me permite aproveitar melhor o tempo, mas saber que hoje chegaram muitas requisições, e ter a exata noção de que eu só fico bem com a minha mesa "zerada", significa que os próximos dias serão de muito trabalho, para que eu realmente possa fazer do feriado um "dia útil", do meu jeito.

sábado, março 13, 2010

Obrigação?

Algumas regras que somos obrigadas a seguir.... na verdade não existem!

Quando estava na 7a série, eu e minhas amigas costumávamos discutir muito nas aulas de orientação educacional sobre a pressão que havia para fazermos determinadas coisas: tínhamos que nos vestir de uma certa maneira, gostar de algumas músicas, não gostar de outras... E tinha a pressão para ter um namorado.

Nós tínhamos entre 12 e 15 anos de idade e naquela época, ainda não era muito comum pensar em uma vida adulta que não "terminasse" em casamento. Era um pouco ousado dizer "eu não vou casar". O matrimônio com filhos era o certo, o natural. A opção de ser uma mulher solteira causava certa preocupação: "Será que ela tem algum problema?".

Ao mesmo tempo que queríamos ser adultas 'normais', com perspectivas bem quadradinhas, também desejávamos ser adolescentes moderninhas, rebeldes, que desafiavam todas as regras. A pressão para namorar se revestia, então, deste duplo significado: por um lado era o primeiro passo para a vida 'normal' no futuro; por outro, era um passeio pelo aspecto 'selvagem' da adolescência. Por um motivo ou por outro, era uma obrigação - não deixava de ser.

Nas rodinhas, as meninas perguntavam: "E aí, você já ficou?". Se a maioria dissesse que sim, ficava muito difícil dizer que essa ainda era uma experiência inédita para você. Algumas amigas minhas sofreram muitas cobranças e só admitiram depois de muita pressão que nunca havia acontecido. Eu fui precoce, e aos 12 anos aconteceu muito naturalmente meu primeiro beijo. Eu só não admitia porque meu pai era extremamente zeloso e ciumento, trabalhava no colégio, e para evitar problemas, preferi ficar quieta a dividir com as amigas.

Um belo dia, não sei como, caiu a ficha: por que eu tinha de me importar com a opinião das outras pessoas? Se eu já tinha ficado ou não, que diferença faria para elas? E, pensando bem, eu gostava muito mais de sair com um grupo grande de amigos, com quem eu adorava conversar e dar risadas, do que da idéia de sair com um menino para ficar namorando, falando baixinho e andando de mãos dadas. Aos 12 anos eu ainda era muito infantil e gostava mais de reunir os amigos para jogar queimado na rua, brincar de polícia e ladrão, do que de salada mista.

Além disso, se eu não estivesse mesmo a fim de alguém, como eu conseguiria pensar em namorar? Só poderia me imaginar namorando, e futuramente casando, se já tivesse um menino com quem eu sonhasse juntar as escovas de dente.

Sem esse pequeno ingrediente fundamental, a idéia de casamento se tornava uma especulação inútil. Assim, sem maiores preocupações como as minhas amigas de turma, finalmente admiti na aula de orientação educacional: "Não sei se vou casar. Vai depender se eu gostar de alguém". Eu hein... Que pressão sem pé nem cabeça aos 12 anos!

A liberdade que ganhei neste dia foi incrível! Não precisava casar, ter namorado ou ficar procurando um bom partido. Se me apaixonasse [e me apaixonei tantas vezes!] o desafio era ser correspondida. Se não, podia continuar fazendo todas as minhas coisas - jogar meu vôlei, viajar, conversar - sem a encanação de ter que cumprir a tarefa de encontrar um par.

Mesmo depois, bem depois da adolescência, quantas vezes na vida a gente sofre para tentar cumprir uma expectativa que não é nossa? Para seguir uma regra que, pensando bem, nunca existiu? Para não sucumbir a uma pressão que nunca nos atingiria se nós mesmas não a incorporássemos?

Até hoje, algumas meninas e mulheres não conseguem ser felizes porque acham que precisam gostar de alguém, ou cumprir alguma tarefa que uma força difusa lhes impõe. Pare e pense bem se é o seu caso: às vezes, o mais difícil é se livrar de uma obrigação que não existe!

sexta-feira, março 12, 2010

Momentos Mágicos...


Partiram todas unidas, correndo como crianças em direção ao mar. Correram para a água e logo começaram a nadar. Não eram crianças, eram senhoras; senhoras que [imagino] ainda preparam o café da manhã para os filhos antes de irem à praia praticar alguns exercícios numa bela manhã de sol como a de hoje.

Nem todas deslizam sobre o mar com a mesma eficiência - algumas são bem mais lentas - mas, vendo-as isoladamente, cada uma parece carregar consigo a braçada segura dos que vivem bem. A água gelada para variar, mas elas prosseguem resolutas. Saem do mar aos poucos e caminham pela areia. Entre respirações mais intensas, elas discretamente exibem um sorriso de satisfação, como se uma dura etapa da vida tivesse sido superada.

Um grande grupo se reuniu à beira da água. Enlaçaram seus braços e formaram um grande círculo, como se fizessem uma oração. Suponho que tenha sido uma oração pela vida, e por aqueles momentos em que os problemas se diluíram no solvente universal. Agora, caminham pela praia, retornando ao ponto de partida. Conversam, riem, compartilham um momento simples e intenso. Várias histórias que se juntaram para viver nesta manhã uma história comum.

Me encantei e continuei observando por muito tempo, até elas se afastarem. Por inúmeros motivos esqueci do tempo, e me fixei naquelas senhoras... A praia me dá uma energia que não sei explicar!

Em vez de confinar-se às supostas limitações da idade, cada senhorinha preferiu aventurar-se ao ar livre. Na mansidão da praia e na liberdade das ondas é que elas satisfazem seus apetites pela pulsação mais vigorosa dos seus jovens corações. Provavelmente, nesse encontro com a natureza, elas se encontrem consigo mesmas. Acho que qualquer um se encontraria também. Com o olhar descansando no horizonte, o pensamento também vai se alongando, se prolongando, e a imensidão vai minimizando os pequenos problemas que nos afligem indevida e cotidianamente.

Eu, preguiçosa, tento praticar meus exercícios com certa constância, e sempre que possível, também procuro fazê-lo sobre o céu azul, com o horizonte a perder de vista e o ar livre. Não sei se chegarei aos 80 anos vestindo maiô e toquinha nos cabelos, mas também pretendo cuidar bem da menina que tem aqui dentro. Entre caminhadas na esteira, o spinning e a natação, confesso que nadar é o que me dá mais prazer. Gosto de estar na água, de sentir-me sem peso, do misterioso som das braçadas e da respiração ritmada.

E por fim, gosto dos efeitos colaterais de ficar bronzeadérrima, de mergulhar sem hora para sair da água, de comer aquele biscoitinho polvilho de sal e ler meu livro sem ninguém perturbando - deitada na minha canga... Fica a dica! Aproveitem, porque vale muito à pena!

quarta-feira, março 10, 2010

Limites...

Você reconhece o momento de parar de fazer o que está fazendo?
Quando é que dá para exigir muito de si mesmo?
Será que os limites estão fora ou dentro de cada um de nós?


Afinal............... Você sabe até onde estica a sua mola?

Ai ai ai....

domingo, março 07, 2010

Pane no Sistema..

Nossa vida anda tão corrida, com tantas tarefas a serem cumpridas diariamente, que às vezes o sistema geral dá pane. Seja imunologicamente, psicologicamente, emocionalmente, fisicamente... tudo para de funcionar como funcionava aos 20 anos, e nosso corpo grita, pedindo socorro.

Nada de se lembrar daquela consulta médica marcada com três meses de antecedência ou daquele jantar com o velho amigo que não encontramos há dias. Por isso, quando se trata de organizar o tempo, toda ajuda é bem vinda.

No meu caso, funcionou pendurar uma lousa-relógio no escritório, onde escrevo todos os meus compromissos dos próximos três dias. À medida que passam, são apagados, e abrem espaço para o outro dia... Perfeito! Funciona [posso garantir].

Ganhei essa lousa do meu irmão mais velho, que encomendou num site assim que viu. Por um lado fiquei super lisongeada, mas por outro, me senti A estressada. Pior é que eu sequer posso reclamar: a minha realidade atual é essa - fazer o quê? Desestressar, ok.

Se essa ajuda for criativa e engraçada como a ilustração ao lado [maçã], melhor ainda. Tudo parece mais leve, e mais fácil de encarar.

Basta aproveitar a brincadeira para lembrar daquelas coisas que, na lista de prioridades diárias, acabam sempre ficando para depois - isso quando não são deixadas de lado completamente.

Se for tão difícil desligar da rotina, que tal instituir a hora de relaxar ouvindo as músicas preferidas no ipod, a hora de se espreguiçar, de tomar um capuccino, de bater papo com alguém que a gente gosta?

Ah, e antes que eu me esqueça: agende um horário também para fazer nada, para ficar vendo o tempo passar lento, sem urgência nem ansiedade. Eu precisei pisar no freio para desacelerar, e uma das sugestões recomendadas foi a Yoga. Começarei amanhã, e talvez daqui a um tempo eu possa dividir com vocês a nova experiência. Esses segundos que transcorrerão com uma certa manha são essenciais para fazermos as pazes com o relógio - para sempre!

sábado, março 06, 2010

Um Novo [Re] Começo...

Foram longos 10 meses.... Nesse período, até consegui passar por aqui e postei um ou outro texto, mas infelizmente não consegui dar continuidade. Em meio a tantas turbulências, foi ficando cada dia mais difícil de relaxar e ter um tempo para escrever...

Nem tudo são flores, e de repente, me vi de mãos atadas. Não tinha o que fazer, a não ser buscar respostas juntos a profissionais competentes, e a tantos exames que precisei ser submetida. Internações, mais internações e mais um pouco... Foram algumas, e o mais difícil: o diagnóstico.

O importante agora é que estou de volta. Recuperadíssima, recomeçando, retornando ao meu cantinho que nunca foi esquecido mas interrompido temporariamente por motivos de força maior.

Para os que passam aqui diariamente à espera de mais um texto, boas notícias: não pretendo parar mais. Para os que deixaram de passar por falta de novidade: espero que retornem e dividam comigo suas experiências.

Um beijo a cada um e estou de volta!

sábado, novembro 07, 2009

Contato com os Leitores...

Adoro [adoro mesmo] receber cada email de vocês sobre meus textos e sobre suas experiências, mas seria maravilhoso se pudéssemos dividir com todos os outros leitores seus comentários. Fiquem à vontade para participar desse espaço! Nada de timidez, participem, e se for o caso, adotem um codinome - mãos à obra!

sexta-feira, novembro 06, 2009

Desapego...


O despertador toca. Acordo. Queria poder dormir um pouco mais. Se cinco horas não me foram suficientes, queria entender o por que será que eu acredito que mais 15 minutinhos resolverão meu problema? Ahhh o apego... Apego à minha cama quentinha, ao 18º no ar condicionado, à escuridão total do meu quarto, ao aconchego no peito do marido... Não quero, não quero, não quero ter que abrir mão de nada disso. Mesmo sabendo que não tem jeito e é inevitável. Que preciso encher meu peito de disposição para enfrentar mais um dia de trabalho até poder voltar para a minha cama no final do dia.

O dia está só começando e os desapegos também. Na dificuldade para sair do ar condicionado e enfrentar o calorão até o banheiro. Depois, da coragem para sair do chuveiro, que estava tão relaxante... Levantar da mesa após tomar meu café é outro esforço descomunal... Finalmente, com toda a preguiça do mundo, me despeço [seria perfeito se pudesse ficar mais um pouquinho em casa!] e vou trabalhar.

Ao longo do dia, resistirei à várias outras separações, pequenas às grandes... Pode parecer besteira, mas é uma pena desligar o ipod quando entro para uma reunião, quando colegas de trabalho se despedem e deixam saudade ou quando acabo constatando que muitos contatos se perderam ao longo da vida. São muitas as amarras que me prendem às coisas, mas o pior: nem sempre me agarro ao que é agradável... Não consigo deixar de me torturar por ter cometido um erro, de repetir inúmeras vezes para mim mesma uma crítica que fiz injustamente, ou de remoer uma mágoa qualquer.

Infelizmente, o apego é um dos meus maiores motivos de sofrimento, mas só depois de ficar doente, pude perceber. Nunca tinha pensado nisso, e achava que não - mas me enganei redondamente. Curtia meu apego com muita categoria, e até me orgulhava dele [ aff ]... Voltava das férias e passava dias aérea, com a cabeça longe, revendo momentos inesquecíveis e mágicos - morrendo de saudade. Todo o cenário, toda frase, toda música, toda palavra, me lembrava dias maravilhosos vividos e que ficaram na lembrança. E eu jurava que assim que tinha de ser.

Ô sentimento inútil... Nada, nada, mas nadinha mesmo é nosso para sempre.

Melhorei consideravelmente em relação a isso. Já não fico mais estressada no último dia de férias - pelo contrário.. o último dia é tão ou mais feliz que o primeiro. Não me incomodo mais quando perco algum objeto de estimação; não sinto mais um aperto no peito quando lembro que o tempo está passando e a idade está chegando com tantas responsabilidades; não sinto mais um aperto no peito quando me despeço daquele amigo que não verei mais ou quando preciso sair de um lugar que jamais voltarei.

É um alívio deixar tudo seguir seu rumo... Confesso que ainda tenho dificuldades com a cama quantinha, com o chuveiro gostoso e ausência de alguns amigos, mas apesar desses "barbantes", pude experimentar a liberdade de partir as amarras - e recomendo a todo mundo !!

quinta-feira, novembro 05, 2009

Não Repare a Bagunça...

É um dos pilares do nosso protocolo caseiro. É de praxe desculpar-nos com os visitantes, sinceramente ou não, assim como perguntamos: "tudo bem com você?" mesmo que não haja real interesse em saber. Como a frase é mais que um hábito, pode soar meio imprópria dependendo do momento.

Certa vez fui a uma reunião na casa de uma colega de trabalho, e o que espantava ali era a ordem: ela tinha pouquíssimos móveis - só os essenciais.

O piso de madeira era visível na maior parte do ambiente, já que não havia tapetes. As paredes brancas tinham poucos quadros e as janelas não tinham cortinas. Sobre a mesa redonda no canto da sala, apenas três envelopes fechados de correspondência recente. Ahhhh... Essa era a bagunça...

Na minha casa não faz o menor sentido dizer: "não repare!", porque é simplesmente impossível. A bagunça é tanta que o visitante não tem como não reparar ou corre o risco de tropeçar em alguma coisa e ficar soterrado. Pilhas e pilhas [e mais pilhas] de revistas, papéis de todos os tipos, caixas repletas de dvds, cds, fotos, roupas, sapatos, bolsas, mais revistas, uma porção de móveis e enfeites, um aquário perdido no meio de tudo isso, plantas, livros e livros e livros, mais fotos, etc, etc, etc....

Claro que eu não queria que fosse assim e eu planejava fazer tudo diferente quando me mudei para essa casa, mas a força da falta de tempo não me permitiu [boa desculpa!].

A bagunça na minha casa tem muitos motivos.... Em primeiro lugar, minha dificuldade em separar o que deve ser jogado fora e não faz mais parte da minha vida, nem fará algum dia. Outro problema, é que conheço minha bagunça como ninguém pode supor e já me acostumei a localizar alguns ítens em seu lugar fora-do-lugar. Além disso, sempre tenho coisas importantes e urgentes para fazer, que me impedem de tocar aquela operação limpeza.

Nos últimos tempos, devido aos meus problemas de saúde e toda a correria entre um hospital e outro, evoluí em um ponto: não fico mais me torturando. Sim, a bagunça é horrível, opressiva, e muitas vezes contraproducente. Mas é o seguinte: ou se arruma, ou se vive com ela... De que adianta passar dias e dias pensando "preciso arrumar, preciso arrumar!" ?? Querendo que uma fada madrinha surja e faça tudo desaparecer ou se ajeite sozinho, que a casa seja maior ou que se tenha mais tempo... ?...

Admiro MUITO as casas organizadas e arrumadíssimas, mas começo a desconfiar que a minha nunca será uma delas. Quando chega o dia "X", livre de compromissos, que eu esperei tanto e que poderia ser o dia da arrumação, eu acabo sumindo com o homem da minha vida para uma praia bem distante de casa. Como nos privar disso por causa de uma faxina??

E assim vamos indo, até o dia em que nós dois possamos passar um dia divertido arrumando tudo juntos. Enquanto não acontece.......... Pode reparar a bagunça e desculpe-nos por qualquer coisa.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Simplificando a Paz...

Ainda não existe um manual para desarmarmos as farpas que criamos para nós mesmos....

De uns tempos para cá, tenho me perguntado se para ter uma vida mais simples é necessário ser paciente...

É fato, e isso eu sempre soube, que a impaciência nunca simplifica nada para ninguém, só complica e nos faz gastar muita energia. Além de desviar nossa atenção do que realmente interessa, entre outras coisas que deixam a nossa saúde debilitada.

Promover a paz interior é simples, e promover a irritação agride demais o nosso organismo [pelo menos o meu].

Então a vida seria mais pacífica se não nos irritássemos com tanta frequencia, se não houvesse tanta gente criando problemas, se não existissem todos esses carros nas ruas, tantos compromissos inadiáveis, tantos projetos, tantos prazos, tantas contas, tantos recados, tantas tarefas? Não, não seria mesmo.

A saída para me manter saudável, não é fugir daquele estímulo externo que me deixa irritada, mas eliminar a predisposição de ficar irritada. Nenhum problema, por maior que seja, justifica atropelar todo mundo com a força de um trator - mas tem gente que age assim como se fosse a atitude mais acertada do mundo. Se fosse assim mesmo, por que é que em alguns momentos, a gente tem a sensação de que "a cabeça está cheia", e de que basta uma gota para transbordar? Ora, ora... Porque falta espaço.

Usuários de computador sabem que quando há pouco espaço na memória, a máquina fica lenta, trava [mas nós quem ficamos impacientes]. É por isso que se recomenda-se apagar arquivos inúteis que estejam ocupando espaço na máquina. A mesma coisa acontece com nosso lixo interior, que presente nas nossas cabeças, perturba nossa paz de espírito. É necessário se desapegar do zum-zum-zum de pensamentos inúteis. Como? Alguém sabe a fórmula?

Acho que não vou mais brigar por causa de vagas de estacionamento ou por causa do vizinho que insiste em martelar a parede de madrugada. Não porque tenha me convencido de que isso é uma bobagem [eu já sabia que era bobagem quando briguei]. O que posso conseguir agora é eliminar a impaciência antes que ela se instale e viver em paz comigo mesma.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Um turbilhão de emoções...

É notório que de uns tempos para cá não consigo mais parar para escrever nesse espaço. Não seria verdade dizer que parei de escrever ou que não estou mais conseguindo colocar as idéias em algum canto, mas o que aconteceu, o que tem acontecido e que ainda está acontecendo atualmente é muito mais complexo para mim, do que eu poderia supor.

Quero pode escrever sem censura, e mais ainda, poder obter mais informações a respeito, ou trocar figurinhas com quem já teve a mesma experiência, mas................... Voltarei amanhã.

Precisarei de um certo tempinho para trazer à tona tantas coisas que aconteceram nesse período que fiquei ausente, mas tenho certeza de que logo, logo, tudo estará em dia.

Obrigada a todos que continuam vindo aqui diariamente !! Obrigada a todos que ainda me enviam emails, mensagens, e comentários a respeito de todos os textos que fazem parte desse blog. Obrigada !!