segunda-feira, dezembro 04, 2006

A beira de um ataque de nervos...

Eu estava pensando em como as pessoas estão correndo riscos ao exigir demais de si próprias... Muito trabalho, comportamentos agressivos, muita obstinação e pavio curto demais. Comecei a pensar nisso depois de algum tempo... Quando precisei de muita determinação para sair do buraco que eu estava entrando.

O cansaço às vezes é pouco para descrever o que sentimos depois de um dia de trabalho exaustivo, do trânsito nos grandes centros, das muitas metas que almejamos, das obrigações, dos prazos, das preocupações...

Fora que a grande maioria das pessoas está esquecendo de viver bem o dia-a-dia sem tantos medos ( o medo da dependência tem assustado muitas mulheres, que não querem viver como suas avós). Porém o alto grau de exigência diária tem gerado muitas doenças relacionadas às nossas emoções. Temos que dar conta da nossa casa, do trabalho, marido, filhos, grana e a falta de segurança nas grandes cidades.

Se pensarmos a respeito ( coisa que geralmente acontece só quando chegamos no nosso limite) faríamos apenas o que fosse possível... Jamais forçaríamos nosso corpo e mente... Não somos máquinas.

De uns tempos prá cá, homens e mulheres estão deixando de delegar funções. Assumem todos os papéis juntos, ao mesmo tempo (e agora), para sentirem-se produtivos e indispensáveis. Onde existe muita produção, geralmente sobra pouco tempo para dar e oferecer amor, aos filhos, ao cônjuge, familiares, até aos animais de estimação, originando sentimentos de solidão e exaustão (a tal da solidão a dois, uma das piores).

Quem não gostaria de ser um super-homem ou uma super-mulher?

Li uma reportagem outro dia que mencionava a nossa convivência diária com dois tipos de stress, o eustress (que chamaria vulgarmente de quebra-rotina), coisas que acontecem nas nossas vidas dispararando diversas emoções, que não nos fazem mal - sentimentos com os quais convivemos bem; e o Distress, que é o stress ruim (ou tensão negativa).

O stress todos nós produzimos... Lembro-me dos espetáculos de ballet, situação em que meu coração batia mais rápido, meus músculos se tensionavam, ficava vermelha e me sentia mais quente no rosto e nas orelhas em especial.

Essas reações tanto no stress positivo quanto no stress negativo são iguais... As experiências, se são boas ou más, dependerão apenas de como você as interpreta.

Duas pessoas reagem diferentes a uma mesma situação, porque vêem o mundo de formas diferentes. Tive certeza disso quando fiquei no meio de um ciclone a caminho das Bahamas. Todos no navio passando mal, desesperados e eu, dormindo....(!!)

O stress diário está aí o tempo todo... Precisamos é perceber como reagimos a ele, porque se estivermos muito tensos e não percebermos a tempo de dar uma relaxada, pode nos trazer sérios riscos a saúde. Eu senti isso na pele, e reverter todos os danos demora mais tempo do que eu imaginava...

Primeira tarefa é verificar o quanto se estressa em seu cotidiano, em seu trabalho, em sua casa. Percebi isso a tempo de não precisar de analistas nem remédios ( apesar de ter afetado o meu metabolismo e eu ter que correr atrás do prejuizo agora).

Percebendo nossas emoções podemos controlar nossa ansiedade e nossos receios.... Nossas emoções são a base da nossa qualidade de vida e da nossa saúde.

Perceba-se…

Aprendi que é possível começarmos a verificar se a situação não está fugindo do nosso controle - administrar o stress. Temos que aprender a controlar o turbilhão de cargas emocionais que insiste em acontecer nas nossas vidas, e perceber quando é necessário aliviar a carga das nossas costas, analisando por outro ponto de vista.

Aprendi sozinha, que precisava focar no controle das minhas ações e emoções, não colocando emoção demais onde não há necessidade.Porque já sei que o corpo paga, com o coração acelerado, tensões musculares, hormônios demais em produção, e minha saúde indo pro beleléu.

Fui ao médico e ele me fez várias perguntas sobre a minha rotina... Alguns dos sintomas que a maioria das pessoas apresenta antes de obter o laudo de estresse são: fadiga, insônia, distração, sentimentos de culpa, indecisão, falta de interesse ou cuidados com outras pessoas,”pavio curto”, impaciência consigo ou com os outros, sensação de estar sendo pressionado pelas exigências dos outros em relação a você, medo de morrer associado a pensamentos de suicídio.

Eu só não apresentava um ou dois destes acima e por isso fiquei impressionada.

Vários desses sintomas ao longo do tempo podem gerar, hipertensão, úlceras, doenças coronarianas, dermatoses, câncer, alergias....

Nos cobramos demais e queremos resolver problemas que nem sempre são nossos. Comecei a acordar quando percebi que estava frágil, perdendo a saúde e exposta a coisas que não cabiam a mim.

Poderia ter me poupado de muitas coisas e ter passado de uma forma mais leve pelos dois últimos anos.

O fato é que eu acordei a tempo. Quero viver intensamente e recuperar o tempo perdido pelo alto índice de estresse a que fiquei submetida.

Nunca é tarde para retomar nossa vida de onde paramos e construi-la de uma forma mais saudável.Consegui acreditar e entender que tudo é uma fase passageira, e que vale a pena deixar os sentimentos que prejudicam passarem também.

Sugestão: Liberte-se, viva o hoje, compreenda o que passou!!

Se está passando uma fase ruim, contenha seu stress, diminua a intensidades das raivas, mágoas, rancores…Deixe passar e ir embora.

A construção do seu interior, da sua saúde, só depende de você - de mais ninguém.

Um comentário:

Isabella disse...

sabe o que deixei de fazer que me estressava horrores? Dirigir. Moro em frente a uma estação de metrô e onde ele pode me levar eu vou. Assim meu marido faz todas as compras da casa : )

no trabalho tb não me aborreço, não deixo!

o blog tb tem me ajudado muito.